Reconstituição 3D da cena do crime

Uma reconstituição é um argumento sobre o que aconteceu. Construída sobre fotografias, assenta em interpretação; construída sobre um modelo medido, assenta em geometria que qualquer pessoa pode verificar.

Posição, distância, linha de visão e sequência são testadas contra a cena registada em vez de afirmadas — e o mesmo modelo torna-se a peça de prova.

Não são necessários detalhes sensíveis do caso.

Espaço captado em 3D com as medições marcadas no modelo
Em resumo

O que acrescentam os dados de digitalização 3D a uma reconstituição?

Geometria medida contra a qual testar cada hipótese: onde uma pessoa poderia ter estado, o que conseguia alcançar, o que conseguia ver — derivado da cena, não de uma fotografia dela.

  • Medido, não estimadoCada distância e cada ângulo vêm do modelo.
  • Hipóteses que se podem testarExperimentar uma sequência contra a geometria e ver se encaixa.
  • Revisitar a qualquer momentoUma nova tese meses depois é testada nos mesmos dados.
  • A peça de prova é a provaO modelo mostrado em tribunal é o modelo em que a análise foi feita.

Por que uma reconstituição construída sobre fotografias é frágil

As fotografias são tiradas de posições que o fotógrafo escolheu, a ângulos que o fotógrafo escolheu. A perspectiva comprime a profundidade e esconde o que está atrás de um objecto. Dois pontos que parecem adjacentes podem estar a metros de distância. Uma reconstituição montada a partir delas herda todas essas escolhas, e um perito da parte contrária sabe exactamente onde apertar.

Uma digitalização não tem decisão de enquadramento. O espaço é registado como geometria, e uma reconstituição passa a ser um conjunto de medições: uma pessoa desta altura conseguia alcançar aquela prateleira, a porta estava aberta, o que era visível da janela. Cada uma é respondida por uma medição que qualquer pessoa pode repetir no mesmo ficheiro.

O modelo que sustenta a análise é também o modelo apresentado. Não há distância entre o que o perito mediu e o que se mostra ao júri.

O fluxo de trabalho, de ponta a ponta

A digitalização é a entrada. A reconstituição é o que se faz com ela.

  1. 1. Captar a cenaDigitalizações amplas e de curta distância registadas num único modelo antes de algo ser movido.
  2. 2. Limpar e alinharO Artec Studio funde as capturas e remove o que não é cena — operadores, equipamento.
  3. 3. Medir as restriçõesDistâncias, alturas, ângulos e linhas de visão que delimitam o que poderia ter acontecido.
  4. 4. Testar cada hipóteseColoque pessoas e objectos no modelo — no Artec Studio ou no pacote de análise de cena que a sua equipa usa — e confronte o relato com a geometria.
  5. 5. ApresentaçãoConduzir o tribunal pelo modelo, com cada medição rastreável ao ficheiro.

Que escâner para este trabalho

A reconstituição precisa de toda a cena e do detalhe que ela contém. Isso significa um escâner de longo alcance e um portátil.

Escâner 3D Artec Ray II

Artec Ray II

Ideal para
Geometria da cena — o espaço em que cada hipótese é testada
Precisão
1,9 mm a 10 m
Alcance
0,5–130 m
Tempo de digitalização
Cerca de 1,7 minutos para uma cúpula completa
Portabilidade
Sem fios, montado em tripé

O Ray II regista a cena como uma nuvem de pontos densa, a partir de um tripé, em cerca de 1,7 minutos por cúpula. A sua precisão indicada de 1,9 mm a 10 metros é o valor que um perito cita, e o campo esférico completo não deixa nenhum lado cego por trás de um pilar ou de uma porta.

Escâner 3D Artec Leo

Artec Leo

Ideal para
Detalhe — posições, marcas, os objectos que ancoram o relato
Precisão de ponto 3D
Até 0,1 mm
Resolução 3D
Até 0,2 mm
Captura
Sem fios, ecrã e processamento integrados
Velocidade de captura
35 milhões de pontos por segundo

O Leo regista o corpo, a arma e as marcas a 0,1 mm, sem fios, e regista-os na digitalização do espaço. A reconstituição passa então a ter o espaço e as coisas que ele contém, num único sistema de coordenadas.

Veja uma reconstituição de cena do crime construída sobre geometria medida, não sobre interpretação — marque uma demonstração para a sua unidade.

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Perguntas que os profissionais fazem

Uma reconstituição 3D é admissível?

A Artec relata que modelos de digitalização dos seus clientes foram aceites como prova em processos criminais. A admissibilidade continua a ser decisão do tribunal e depende da qualificação do operador, de um método validado e da cadeia de custódia — os mesmos testes que qualquer reconstituição enfrenta.

O perito da parte contrária pode examiná-la?

Sim, e é essa a força. Recebe o mesmo conjunto de dados e pode fazer as mesmas medições. Uma discordância passa a ser uma questão de medição e não de em que fotografia acreditar.

Precisamos da cena outra vez para uma nova tese?

Não. A cena fica arquivada como geometria. Uma hipótese levantada meses depois é testada no mesmo modelo, sem uma nova visita a uma cena que já não existe.

Em que software se faz o trabalho de reconstituição?

O Artec Studio produz o modelo mensurável e exporta formatos padrão — OBJ, PLY, STL, E57 — pelo que a reconstituição continua no pacote de análise que a sua equipa já valida.

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Um especialista em aplicações forenses responderá com o aparelho que se ajusta a esse trabalho, a precisão a esperar nessa escala e a forma como os dados chegam ao seu fluxo de trabalho actual.

Não são necessários detalhes sensíveis do caso.