Prova 3D em tribunal

Pede-se a um tribunal — juízes, juízes leigos ou um júri — que compreenda uma cena a partir de fotografias, de um esboço e de depoimentos. Cada um deles é uma interpretação, e um perito da defesa dirá isso mesmo.

Uma di­gi­ta­li­za­ção 3D é um registo medido da cena. Mostrada como modelo, linha de visão ou sobrevoo virtual, orienta rapidamente o tribunal depois de o perito explicar como foi feita — e ambas as partes podem medir o mesmo ficheiro.

Não são necessários detalhes sensíveis do caso.

Espaço captado em 3D com as medições marcadas no modelo
Em resumo

O que acrescenta uma di­gi­ta­li­za­ção 3D em tribunal?

Um modelo medido da cena pelo qual o tribunal pode ser conduzido — posições, distâncias e linhas de visão mostradas em vez de descritas — e que os peritos da parte contrária podem examinar nos mesmos dados.

  • Visto em contextoUm júri ou um juiz vê a sala, não apenas uma planta.
  • Medido, não desenhadoCada distância é retirada dos dados, não de um esboço.
  • O mesmo ficheiro, ambas as partesO perito da defesa mede o que a acusação mediu.
  • Perguntas em tribunalQuando o tribunal o permitir, uma nova pergunta é verificada no modelo divulgado, não de memória.

Por que uma cena medida muda o que acontece na sala de audiências

A prova da cena chega tradicionalmente ao tribunal como fotografias, um esboço à escala e o relato de um agente. Os juízes ou os jurados montam a cena na cabeça, cada um de forma diferente. O contra-interrogatório ataca a escala do esboço, o ângulo da fotografia, a memória que a testemunha tem de uma distância.

Uma di­gi­ta­li­za­ção 3D substitui essa montagem por um registo medido da cena: um modelo em que cada ponto captado tem uma posição medida. É mostrada como uma vista a partir da posição declarada de uma testemunha, como uma linha de visão a partir de uma porta, como um sobrevoo virtual, como uma peça de prova impressa. Quando surge uma nova pergunta durante o julgamento — a testemunha podia ter visto a porta dali? — pode, quando o tribunal o permitir, ser verificada no modelo divulgado em vez de argumentada de memória.

O que a torna defensável é o método: um aparelho com precisão declarada, parâmetros de captura registados, processamento documentado e um ficheiro que o perito da parte contrária examina de forma independente. O Artec Ray II e o Artec Leo registam cenas com precisões declaradas; o Artec Studio guarda as digitalizações com o histórico de alterações do projecto e, como esse histórico pode ser apagado, a unidade regista também cada passo de processamento nas suas notas do caso.

Do modelo à peça de prova

A captura e o processamento são tratados nas suas próprias páginas. Isto é o que acontece entre um modelo acabado e a lista de peças de prova.

  1. 1. Fixar as perguntasO que o tribunal tem de compreender: posições, distâncias, o que podia ser visto de onde.
  2. 2. Medir no modeloCada resposta como uma medição, com o método e a ferramenta registados.
  3. 3. Escolher o meio conforme a perguntaUma vista fixa, uma linha de visão, um sobrevoo virtual, uma secção ou um modelo impresso — o que a pergunta exigir.
  4. 4. Divulgar o modelo cedoO ficheiro para a parte contrária antes do julgamento, para que a peça de prova não surpreenda ninguém.
  5. 5. Ensaiar a contestaçãoCada peça de prova rastreável até ao ficheiro, cada valor até à especificação do aparelho.

Que escâner para este trabalho

Os aparelhos por trás da peça de prova — com os valores de precisão sobre os quais irão perguntar.

Escâner 3D Artec Ray II

Artec Ray II

Ideal para
A cena como um todo
Precisão
1,9 mm a 10 m
Alcance
0,5–130 m
Tempo de di­gi­ta­li­za­ção
Cerca de 1,7 minutos para uma cúpula completa
Portabilidade
Sem fios, montado em tripé

O Ray II regista salas, edifícios e cenas exteriores a partir de um tripé com precisão declarada de 1,9 mm a 10 metros, em cerca de 1,7 minutos por posição (2,7 com cor). O modelo medido da cena torna-se a peça de prova.

Escâner 3D Artec Leo

Artec Leo

Ideal para
Detalhe e vestígios na sua posição
Precisão de ponto 3D
Até 0,1 mm
Resolução 3D
Até 0,2 mm
Captura
Sem fios, ecrã e processamento integrados
Velocidade de captura
Até 35 milhões de pontos/s (HD Mode)

O Leo regista corpos, veículos e objectos individuais com precisão de ponto até 0,1 mm (0,1 mm + 0,3 mm/m com a distância), registados na cena, para que um detalhe que o tribunal precise de ver seja mostrado no seu lugar medido.

Veja como uma cena digitalizada se torna uma peça de prova que o tribunal consegue acompanhar — marque uma demonstração para a sua unidade.

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Perguntas que os profissionais fazem

A prova por di­gi­ta­li­za­ção 3D é admissível?

A admissibilidade é decidida pelo tribunal segundo as suas próprias regras e depende do método, da qualificação e da divulgação, como com qualquer prova técnica. Os dados de di­gi­ta­li­za­ção têm sido usados em tribunais de muitas jurisdições; o que os torna defensáveis é um método documentado e repetível.

Como é mostrado em tribunal?

Como vistas fixas, linhas de visão medidas, um sobrevoo virtual ou um modelo impresso — todos produzidos a partir do mesmo conjunto de dados, no Artec Studio ou, para linhas de visão e animação, no software de análise de cena ou de apresentação que a sua unidade usa.

A defesa pode examinar os dados?

Sim, e isso faz parte da sua força. Depois de o ficheiro ser divulgado, o perito da parte contrária pode medir o mesmo modelo e ou concordar com a medição, ou explicar porque não. Não substitui o direito da defesa de examinar os vestígios físicos.

E se surgir uma nova pergunta durante o julgamento?

Quando o tribunal o permitir, é verificada no modelo divulgado — uma distância, uma linha de visão, uma posição — e não de memória ou com um regresso a uma cena que já não existe. Preveja as perguntas prováveis na divulgação do perito, porque novas opiniões levantadas em julgamento podem ser excluídas.

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Não são necessários detalhes sensíveis do caso.