Digitalização 3D vs fotogrametria
A fotogrametria constrói um modelo 3D a partir de fotografias. Precisa de muitas, bem tiradas, com uma referência de escala no enquadramento, e de horas de processamento antes de se saber se funcionou.
Um escâner de luz estruturada mede directamente, com precisão declarada, e mostra a cobertura no ecrã antes de você sair da cena.
Não são necessários detalhes sensíveis do caso.

Digitalização 3D ou fotogrametria para o trabalho forense?
Digitalização para vestígios, corpos e cenas que precisam de precisão declarada e de um resultado confirmado no local. Fotogrametria para áreas exteriores muito grandes por drone, onde o alcance importa mais do que a resolução e o tempo de processamento é aceitável.
Como se comparam
Comparados no que cada um exige na cena e entrega depois.
| Digitalização 3D (Artec Leo, Spider II, Ray II)Medição directa por luz estruturada ou laser. | FotogrametriaModelo calculado a partir de fotografias sobrepostas. | |
|---|---|---|
| Como mede | Directa — padrão ou laser | Indirecta — calculada a partir de imagens |
| Precisão | Declarada: 0,05–0,1 mm em portátil, 1,9 mm a 10 m em tripé | Depende das imagens, das referências e do software |
| Escala | Inerente | Precisa de referências no enquadramento |
| Iluminação | Traz a sua própria; funciona no escuro | Precisa de luz boa e uniforme |
| Saber que funcionou | No ecrã, na cena | Horas depois, após o processamento |
| Escolha esta opção quando | Vestígios, corpos, veículos, salas: onde a precisão tem de ser declarada e confirmada. | Grandes áreas exteriores por drone, onde o alcance vence a resolução. |
O Artec Metrology Kit é um sistema de fotogrametria para pontos de referência de alta precisão em objectos grandes — um complemento da digitalização, não um substituto.
Onde a fotogrametria é a escolha certa, e onde é um risco
A fotogrametria reconstrói a forma a partir de fotografias sobrepostas. Bem feita — centenas de imagens, luz uniforme, superfícies texturadas, barras de escala no enquadramento — produz bons modelos e, por drone, cobre áreas que um escâner em tripé não consegue. A sua fraqueza numa cena forense é que só se sabe se funcionou horas de processamento depois, e nessa altura a cena já foi liberada. Superfícies lisas, escuras ou brilhantes derrotam-na; a pouca luz degrada-a; a precisão depende das referências e do software, e não de um valor declarado do aparelho.
Um escâner de luz estruturada ou laser mede directamente. O Artec Leo mostra a cobertura no ecrã enquanto você digitaliza; uma falha é preenchida antes de sair. A precisão é um valor declarado — até 0,1 mm no Leo, 0,05 mm no Spider II, 1,9 mm a 10 metros no Ray II — que um perito cita em tribunal. A escala é inerente. A escuridão não importa.
O produto de fotogrametria da própria Artec, o Metrology Kit, existe para uma tarefa específica: pontos de referência precisos em objectos grandes, usados em conjunto com a digitalização para manter a precisão global. É essa a relação certa entre os dois métodos — complementares, não concorrentes.
Veja superfícies escuras, lisas e brilhantes captadas com precisão declarada, sem referências necessárias — marque uma demonstração.
Marcar uma demonstraçãoPerguntas que os profissionais fazem
A fotogrametria é mais barata?
A câmara pode ser. O custo está na competência do operador, no tempo de processamento e nas cenas em que falha e não pode ser refotografada. A digitalização com precisão declarada é o que torna o resultado defensável.
A digitalização e a fotogrametria podem ser combinadas?
Sim. O Artec Metrology Kit fornece pontos de referência fotogramétricos aos quais as digitalizações se registam, mantendo a precisão em objectos muito grandes.
A digitalização funciona em superfícies lisas ou escuras?
Sim. A luz estruturada e o laser não dependem da textura da superfície. O HD Mode do Leo foi concebido para superfícies escuras e de baixa reflectância.
Quando é o drone a ferramenta certa?
Para áreas exteriores muito grandes — um local de colisão ao longo de um quilómetro de estrada, uma área de busca — onde a cobertura importa mais do que a resolução. O Ray II cobre 130 metros a partir de um tripé na maioria das cenas.

Fale-nos do trabalho que faz
Um especialista em aplicações forenses responderá com o aparelho que se ajusta a esse trabalho, a precisão a esperar nessa escala e a forma como os dados chegam ao seu fluxo de trabalho actual.