Escâner profissional contra LiDAR de smartphone

Um telemóvel com sensor LiDAR produz um modelo 3D de uma sala em minutos. É útil como esboço. Como medição, precisa da sua própria validação.

A diferença não está na imagem no ecrã — está em saber se o número que dela se lê pode ser declarado, citado e defendido.

Não são necessários detalhes sensíveis do caso.

A resposta curta

Uma di­gi­ta­li­za­ção LiDAR de smartphone pode ser usada como prova forense?

Só com a sua própria validação. Os telemóveis não publicam especificação de precisão nem calibração; estudos independentes relatam erros de alguns milímetros a centímetros, consoante a aplicação, a cena e o operador. Os escâneres profissionais declaram 0,05–0,1 mm em portátil e 1,9 mm a 10 m em tripé — um valor que um perito pode citar a par da validação da própria unidade.

Como se comparam

Comparados naquilo que será perguntado em contra-interrogatório.

Escâner profissional (Artec Leo, Spider II, Ray II)Instrumentos de medição construídos para o efeito.LiDAR de smartphoneUm sensor de profundidade de consumo com uma aplicação.
Precisão declaradaNenhuma publicada; de mm a cm nos estudos
DetalheGrosseira; sem detalhe fino
AlcanceAlguns metros
Calibração e rastreabilidadeNenhum do fabricante
Dados em bruto e históricoDepende da aplicação; muitas vezes apenas uma malha
Escolha esta opção quandoUm esboço ou um auxiliar de orientação; prova apenas com um método validado.

Uma di­gi­ta­li­za­ção de telemóvel serve para um briefing. No momento em que um número dela importa, precisa de um método validado por trás.

Onde o telemóvel deixa de ser prova

O LiDAR dos smartphones fez de toda a gente proprietária de um escâner 3D e, para orientação, é genuinamente útil: um modelo rápido de uma sala para informar uma equipa é melhor do que um esboço. O problema começa quando alguém lê uma distância a partir dele sem um método validado. Os sensores de profundidade de consumo não têm especificação de precisão publicada nem calibração pelo utilizador, e o erro pode crescer à medida que a área digitalizada cresce. Estudos independentes relatam resultados de alguns milímetros a centímetros, variando com a aplicação, com a cena e com a forma como o telemóvel foi movido. Os dados em bruto normalmente não são retidos.

Um escâner profissional é um instrumento de medição. O Artec Leo declara precisão de ponto até 0,1 mm, o Spider II 0,05 mm, o Ray II 1,9 mm a 10 metros — valores medidos em condições declaradas em aparelhos calibrados. O Artec Studio guarda as digitalizações em bruto e o histórico de processamento. Quando perguntam a um perito «qual é a precisão disso?», há uma resposta.

A regra prática é simples. Se o modelo é para orientação, um telemóvel serve. Se algum número dele vai ser declarado num relatório ou em tribunal, precisa de um método validado e divulgado por trás — e um aparelho com uma especificação publicada torna isso muito mais fácil.

Veja uma di­gi­ta­li­za­ção de telemóvel e uma di­gi­ta­li­za­ção profissional do mesmo objecto, medidas lado a lado — marque uma demonstração.

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Perguntas que os profissionais fazem

O LiDAR de telemóvel está a tornar-se suficientemente bom?

Está a melhorar, e algumas validações forenses relatam erros de alguns milímetros com aplicações específicas. Continua a não ter precisão declarada, nem calibração, nem rastreabilidade por parte do fabricante, pelo que cada utilização tem de ser validada pela unidade e divulgada — o que importa mais para a prova do que a resolução da imagem.

Podemos sequer usar uma di­gi­ta­li­za­ção feita com telemóvel?

Para orientação, briefing e planeamento, sim. Como fonte de uma medição que venha a ser declarada, só com um método que a sua unidade tenha validado e vá divulgar.

O que significa «precisão declarada»?

Um valor que o fabricante publica, medido em condições declaradas num aparelho calibrado — o valor que um perito cita e que o perito da parte contrária testa.

Um portátil profissional é muito mais difícil de usar?

O Leo tem ecrã e processa a bordo, pelo que o básico da captura ensina-se num dia. O que acrescenta não é complexidade, mas uma especificação.

Fale com um especialista forense

Fale-nos do trabalho que faz

Um especialista em aplicações forenses responderá com o aparelho que se ajusta a esse trabalho, a precisão a esperar nessa escala e a forma como os dados chegam ao seu fluxo de trabalho actual.

Não são necessários detalhes sensíveis do caso.