Digitalização 3D da cena do crime
A cena é liberada uma única vez. Tudo o que não for registado antes desse momento é reconstituído a partir de fotografias e da memória — ou simplesmente não é.
A digitalização 3D regista toda a cena como geometria mensurável: cada superfície, cada distância, cada linha de visão, captadas sem contacto no tempo que antes se levava a estender a fita.
Não são necessários detalhes sensíveis do caso.

Como se digitaliza em 3D uma cena do crime?
Um escâner de tripé capta o espaço de algumas posições em minutos; um escâner portátil regista depois, a curta distância, o detalhe que importa. Os dois são registados num único modelo mensurável.
Nada é tocadoSem marcadores, alvos ou pulverizações. A cena é registada exactamente como foi encontrada.
Toda a cena, um único conjunto de dadosEspaço, vãos de porta, mobiliário e vestígios num único sistema de coordenadas.
Minutos, não horasUma digitalização em cúpula completa em cerca de 1,7 minutos; um corpo em 2–3.
Medir depois da liberaçãoQualquer ponto, distância, área ou ângulo, depois de a cena desaparecer.
Por que a ordem do trabalho decide o que sobrevive
Os primeiros minutos numa cena passam-se a decidir o que registar e em que sequência, porque cada passo — colocar um marcador, levantar um objecto, percorrer um caminho — muda o que a fotografia seguinte mostra. A documentação tradicional é um conjunto de compromissos feitos sob pressão de tempo, e a reconstituição é depois construída exactamente sobre esses compromissos.
A digitalização muda a sequência em vez de lhe acrescentar. A captura ampla vai primeiro, antes de algo ser movido, e leva minutos: o Artec Ray II cobre um espaço inteiro numa digitalização em cúpula de cerca de 1,7 minutos, no interior ou no exterior, de dia ou de noite. A captura de curta distância segue-se para o detalhe que importa — um corpo, uma arma, uma mancha — e é registada na digitalização do espaço. O resultado é um único conjunto de dados no qual nada tem de ser derivado de novo.
O estudo da University of Toronto que comparou a digitalização 3D com a fotografia completou a documentação integral em 26 minutos contra 54, e produziu documentação a cores com precisão submilimétrica que as fotografias não conseguem replicar. A equipa sai da cena com o registo completo, não com trabalho acumulado.
O fluxo de trabalho, de ponta a ponta
Primeiro o amplo, depois o detalhe. Nada é movido até o espaço estar registado.
1. Captar o espaçoDigitalização em tripé de duas ou três posições. Cada superfície e cada objecto colocados num único sistema de coordenadas, em poucos minutos.
2. Captar o detalhePortátil, curta distância, sobre o corpo, a arma, as marcas. O ecrã do equipamento confirma a cobertura antes de avançar.
3. Registar e fundirO Artec Studio alinha as capturas de curta distância na digitalização do espaço e funde-as num único modelo.
4. Medir e anotarDistâncias, ângulos, áreas e secções transversais retiradas do modelo, com a medição rastreável ao ficheiro.
5. Arquivar e partilharFormatos padrão à saída; o modelo guardado como registo permanente e partilhado com quem dele precisar.
Que escâner para este trabalho
Dois equipamentos, duas escalas. O espaço precisa de alcance e de um campo esférico completo; o detalhe precisa de um portátil que se possa levar até ele.

Artec Ray II
- Ideal para
- Toda a cena — espaço, edifício, rua
- Precisão
- 1,9 mm a 10 m
- Alcance
- 0,5–130 m
- Tempo de digitalização
- Cerca de 1,7 minutos para uma cúpula completa
- Portabilidade
- Sem fios, montado em tripé
É o Ray II que regista a cena antes de algo se mover. Uma cúpula completa em cerca de 1,7 minutos, a partir de um tripé, no interior ou no exterior, de dia ou de noite, até 130 metros. Capta até dois milhões de pontos por segundo, pelo que a geometria é densa o suficiente para se medir nela, e não necessita de alvos colocados na cena.

Artec Leo
- Ideal para
- O detalhe ao alcance — corpos, armas, marcas
- Precisão de ponto 3D
- Até 0,1 mm
- Resolução 3D
- Até 0,2 mm
- Captura
- Sem fios, ecrã e processamento integrados
- Velocidade de captura
- 35 milhões de pontos por segundo
- Tempo típico
- Um corpo em 2–3 minutos, um orifício de bala em 1–3
O Leo capta um corpo humano em 2–3 minutos e um orifício de bala em 1–3. Sem portátil, sem cabos, pelo que o operador se move livremente pela cena, e o ecrã integrado mostra a cobertura à medida que se constrói — não há falhas descobertas mais tarde. Utilizado por forças policiais e unidades de cena do crime em mais de 60 países.
«A nossa experiência com os escâneres Artec foi excelente. A capacidade de captar uma cena inteira em 3D, com medições precisas, moldes e dados transformados que podemos documentar e apresentar como prova.»
Veja como uma unidade de cena do crime capta um espaço inteiro em minutos e o mede durante anos — marque uma demonstração construída em torno dos seus casos.
Marcar uma demonstraçãoPerguntas que os profissionais fazem
Quanto tempo acrescenta a digitalização ao processamento de uma cena?
Substitui tempo em vez de o acrescentar. Uma cúpula de um espaço inteiro leva cerca de 1,7 minutos; um corpo, 2–3. As equipas relatam o tempo na cena a cair de horas para minutos, e saem com a documentação completa.
A cena precisa de estar iluminada?
Não. Os escâneres projectam a sua própria luz estruturada ou laser. O Ray II capta grandes cenas interiores e exteriores de dia ou de noite; os equipamentos portáteis funcionam com pouca luz.
E se nos escapar algo?
O portátil mostra a cobertura no seu próprio ecrã em tempo real, pelo que as falhas são visíveis enquanto ainda está na cena. E a digitalização ampla capta tudo o que está no espaço, incluindo aquilo que ninguém se lembrou de medir.
O que se capta primeiro, o espaço ou o detalhe?
O espaço, sempre — antes de algo ser movido. O detalhe de curta distância é depois registado nessa digitalização do espaço, pelo que cada objecto fica colocado no mesmo sistema de coordenadas.
Aplicações relacionadas

Fale-nos do trabalho que faz
Um especialista em aplicações forenses responderá com o aparelho que se ajusta a esse trabalho, a precisão a esperar nessa escala e a forma como os dados chegam ao seu fluxo de trabalho actual.