Digitalização 3D vs fotografia

A fotografia forense regista a aparência a partir dos ângulos que o fotógrafo escolheu. A digitalização 3D regista a geometria de todos os ângulos, com a aparência associada.

A University of Toronto testou os dois frente a frente na documentação de corpo inteiro: 26 minutos contra 54, e medições que as fotografias não podiam dar.

Não são necessários detalhes sensíveis do caso.

Digitalização 3D com o Artec Eva comparada com a fotografia forense num estudo documentado
A resposta curta

A digitalização 3D é melhor do que a fotografia para a documentação forense?

Para medição, sim: uma digitalização é geometria que pode ser medida depois de qualquer ângulo. Na comparação da University of Toronto foi também mais rápida — 26 minutos contra 54 para um registo externo completo. A fotografia continua a ser a ferramenta para a aparência específica em grande plano.

Como se comparam

Comparados naquilo com que cada método o deixa depois.

Digitalização 3D (Artec Eva + Spider II)Geometria a cores de toda a superfície.Fotografia forenseAparência a partir de ângulos escolhidos.
O que é registadoAparência, a partir dos ângulos fotografados
Tempo para um registo de corpo inteiroQuase uma hora para a mesma cobertura
Medição posteriorApenas no plano da escala, aproximada
Novo ângulo depoisNão
EscalaUma régua no enquadramento
Escolha esta opção quandoContinua certa para detalhes específicos de aparência; já não é o registo completo.

A maioria dos serviços mantém a fotografia para fins específicos e faz da digitalização o registo completo.

O que a comparação de Toronto mediu

A University of Toronto comparou a digitalização 3D com a fotografia forense na documentação externa completa de um corpo. A digitalização levou 26 minutos; a fotografia da mesma cobertura levou 54. A digitalização produziu também o que as fotografias não podiam: geometria a cores submilimétrica que podia ser medida depois, de qualquer ângulo, por qualquer pessoa com o ficheiro.

É essa a diferença essencial. Uma fotografia é um registo da aparência num ângulo sob uma luz, com uma escala que só é exacta no seu próprio plano. Uma digitalização é um registo da forma com a aparência associada; uma medição que não foi feita na altura faz-se mais tarde. A distância entre duas lesões num membro curvo, o tamanho real de uma lesão padronizada, a posição de um objecto em relação a uma parede — tudo medido, não estimado.

A fotografia não desaparece. A aparência em grande plano sob luz controlada, as imagens em ultravioleta e infravermelho continuam a ser tarefas fotográficas. O que muda é qual dos dois é o registo completo.

Os números por trás do veredicto

26 minpara a documentação externa completa por digitalização 3DEstudo da University of Toronto
54 minpara a mesma cobertura por fotografia forenseEstudo da University of Toronto
0,05 mmde resolução de detalhe em lesões individuaisEspecificação do Artec Spider II

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Perguntas que os profissionais fazem

A digitalização capta a cor tão bem como uma câmara?

Capta a textura de cor com a geometria. A fidelidade da cor depende da iluminação na captura, como na fotografia; a diferença é que a digitalização guarda também a forma.

Ainda podemos tirar fotografias?

Sim, e a maioria dos serviços fá-lo para detalhes específicos e para imagens com luz alternativa. A digitalização passa a ser o registo completo; a fotografia passa a ser dirigida.

De onde vem o valor 26 contra 54?

Da comparação da University of Toronto entre digitalização 3D e fotografia forense na documentação de corpo inteiro, publicada como caso de estudo da Artec.

A digitalização é admissível como uma fotografia?

É apresentada como modelo medido ou como vistas dele. A admissibilidade segue as regras do tribunal sobre método e divulgação, como com qualquer prova técnica.

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Não são necessários detalhes sensíveis do caso.